quarta-feira, 2 de novembro de 2016

N 8014 – Trindade Coelho. In Illo Tempore. 6ª Edição. Portugália Editora. Estudantes, lentes e fruticas. 355 páginas.
“A brincadeira das troupes é muito estúpida, e eu em poucas entrei. A mim cortou-me uma o cabelo à Porta de Minerva, uma vez que eu ia para casa ao anoitecer e não levava lunetas porque se me tinham partido esse dia no Seminário, numa refrega com os formigões (seminaristas) – e por isso só a vi quando lhe estava nas unhas, e o tesourão em cima da minha cabeça e à roda de mim a malta silenciosa dos embuçados, todos de moca para que eu não resistisse…
Não resisti; mas como quer que conhecesse por acaso o que me cortou o cabelo, logo me deram o empurrão para me ir embora, apanhando-me a distância e digo-lhes assim, debaixo de um chuveiro de mocas:
- Raça de pulhas! Quartanistas que fazem troupes em vez de proteger! Pois rogo a praga ao que me esmodou[45]: - “que fique reprovado no fim do ano!” (…)
Depois de nos cortarem o cabelo, a gente tinha de ir ao barbeiro essa noite, protegido por algum quartanista ou quintanista para se livrar das palmotoadas (castigo das troupes aos já esmonados[46]) e ainda davas seis vinténs ao barbeiro para acabar a operação! E até o Fígaro se ria de nós, e a troça à cabeça pelada durava na Universidade uns poucos de dias, - e um lente do 1º ano, o Bernardo de Albuquerque, marcava os esmonados na caderneta e reprovava-os no fim do ano! Comigo não falhou a regra.”[47]
osé Francisco Trindade Coelho (1861-1908). "Escritor. Natural de Mogadouro, a sua obra reflete a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de alguns dos seus personagens, fazem de Trindade Coelho um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa atividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar democraticamente o cidadão português. Era um homem inconformado. Nem a fama de magistrado, nem o prestígio de escritor, nem a felicidade conjugal conseguiam fazer de Trindade Coelho um cidadão feliz. À medida em que avançava no tempo mais se desgostava com a vida, pelo que o desespero o levou ao suicídio em 1908. Deixou uma obra variada e profunda, distribuída por quatro vertentes. Jornalismo, carácter jurídico, intervenção cívica e literária. Algumas obras: «Manual Político do Cidadão Português», o «ABC do Povo», o «Livro de Leitura». A série «Folhetos para o Povo», onde se incluem, entre outros: Parábola dos Sete Vimes, Rimas à Nossa Terra, Remédio contra a Usura, Loas à Cidade de Bragança, e Cartilha do Povo, A Minha candidatura por Mogadouro. Como obras literárias deixou: «Os Meus Amores» (1891) e já inúmeras reedições de «In Illo Tempore» (livro de memórias de Coimbra-1902)."
(in www.wook.pt)

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N 8010 – Dicionário de Medicina . Peter Wingate. Capa dura. 792 Páginas. Traduzido do Inglês e adaptado por Ludgero Pinto Basto. Públicações D. Quixote . 21,5x15 cm. Como novo.

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

N 8008 – Fiodor Dostoievski. Crime e Castigo. Circulo de Leitores. Capa dura. 564 Páginas. Crime e castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petersburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César ou Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este acto desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas de tirania. Crime e castigo mostra com nitidez suas múltiplas possibilidades de leitura: a voz inconfundível de cada personagem, a análise da sociedade, os diversos movimentos da alma de Raskólnikov, da extrema contração do ódio à redenção pelo amor. 

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N 8009 – Fiodor Dostoievski. Recordações da casa morta. Circulo de Leitores. Capa dura. 354 Páginas. O livro é uma união imprecisa de uma coleção de fatos e eventos ligados à vida nas prisões da Sibéria, organizado particularmente mais pelo tema do que com a intenção de formar uma história contínua. O próprio Dostoiévski passou quatro anos exilado em uma dessas prisões, em função de sua condenação por envolvimento com o Círculo de Petrashevsky, um grupo literário russo banido por Nicolau I, devido à sua preocupação quanto ao perigo representado pelo relativo potencial subversivo lincado à revolução de 1848). A experiência deu-lhe condições de descrever com grande autenticidade as condições da vida nestas prisões e do caráter dos condenados que nelas viviam.
Em 1927-28, o romance foi reescrito e adaptado para ser apresentado em forma de ópera por Leoš Janáček; a adaptação foi chamada de Z Mrtvého Domu, "Da Casa dos Mortos".


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N 8007 – Ressurreição. Leão Tolstoi. Circulo de Leitores.493 Páginas. Ressurreição é o último dos grandes romances de Lev Tolstói. Conta-nos a história de um príncipe russo, Dmítri Nekhliúdov e de uma jovem empregada doméstica, Máslova, que ele seduziu no passado, com consequências dramáticas para esta, que acaba por cair na prostituição, por ser acusada de um crime que não cometeu e por ser enviada como prisioneira para a Sibéria. Tolstói constrói aqui uma narrativa de grande intensidade psicológica, dominada pela visão que tem da redenção e do perdão inerentes ao amor, que é ao mesmo tempo uma descrição panorâmica e incisiva da vida social da Rússia czarista de finais do século XIX e uma crítica sarcástica às injustiças sociais, ao sistema judicial e ao regime russo.


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N 8006 – Roteiro da Arte Popular. Plano de Educação Popular XII. Coleção Educativa , série F, Nº 1. Ilustrado, bom estado, mínimos sinais de uso. 181 Páginas.


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N 8005 – Conde de Sabugosa  "Os Bôbos da Côrte".Obra Posthuma. 3º Milhar. Portvgália Editora 1ª Edição 1923. Prefácio de Aires d’Ornelas. Encadernado em 1/2 de pele. Conserva as capas de brochura. Ex-Libris de Francisco de Paula Leite Pinto. 174 Páginas.


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